Como a
internet funciona
Até o início dos anos noventa, poucas pessoas utilizavam a internet no mundo. Estando restrita ao uso militar ou universitário, a internet tinha como grande apelo, facilitar a comunicação e principalmente troca de informações entre seus usuários. Entretanto, é importante lembrar, que até 1989 a internet não apresentava qualquer recurso gráfico, e sua utilização requeria conhecimentos avançados em linguagens específicas. Foi apenas após a introdução do serviço WWW que a internet se tornou popular, pois através do WWW, navegar pela internet tornou-se extremamente simples. Muitos médicos e profissionais da saúde conseguem navegar pela internet, trocar mensagens e mesmo comprar com desenvoltura, mas muitas vezes não sabem lidar com o mais simples editor de texto. A verdade por trás disso é uma só; navegar pela internet utilizando WWW é realmente muito simples. Mas o que existe por trás desse sistema ? Será que WWW substituiu todos os antigos serviços existentes da internet ? A seguir serão abordados alguns conceitos e idéias por trás dessa revolucionária tecnologia.
Clientes e servidores
A internet é o maior banco de informações do mundo, que
pode ser acessado por um simples clique no mouse. Para navegar na internet, são
necessários por enquanto; um computador, que pode estar na mesa, no carro ou
mesmo embutido em uma agenda de bolso, uma conexão com a internet através de
linha telefônica, ondas de rádio ou cabo de televisão e um programa específico para
navegação chamado browser. Os browser desempenham papel fundamental, pois
permitem que o usuário leia uma página recheada com informações que pode estar
localizada no próprio computador do usuário ou mesmo em outro país. Em geral, as páginas apresentadas pelos
browsers são repletas de links ou hiperlinks na forma de palavras, sentenças ou
mesmo imagens, que ao serem clicadas, levam o usuário para novas páginas e
sites, localizadas no mesmo servidor ou em servidores completamente diferentes
(figura 3.1).
Páginas
dos mais variados tipos e formatos são hospedadas em servidores, que oferecem
serviços pela rede, ou seja, servidores aceitam pedidos que chegam, executam
seu serviço e retornam o resultado a quem os pediu, geralmente um cliente.
Normalmente fica instalado em um sistema de gerenciamento, isto é, em um
computador designado para prestar tal serviço e que também leva o nome de
servidor. De uma maneira ainda mais simples, os servidores são os computadores
que armazenam ou hospedam as páginas que visualizamos em nosso “browser”,
quando navegamos pela Internet. É interessante lembrar que nem todos os
servidores são provedores de acesso à Internet, mas que a maioria dos
provedores também são servidores, pois armazenam páginas do próprio provedor e
de seus assinantes.

Quando um link é clicado, o browser envia
Instantaneamente um pedido para o servidor que hospeda a página solicitada.
Neste caso o browser está desempenhando o papel de cliente, ou seja, um
programa que envia pedidos a um servidor e aguarda pela resposta. Normalmente é o programa instalado no micro ou
sistema do usuário, e é responsável por fazer a ligação entre o usuário e o
serviço que se encontra no servidor. Atualmente, os principais programas que
desempenham o papel de clientes são o Internet Explorer da Microsoft e Netscape
da própria Netscape.
Figura 3.1: Através de um simples
clique de mouse sobre um link, o usuário receberá em seu computador outra
página repleta de informações, que pode estar localizada ou não, no mesmo servidor.
Podemos tentar
exemplificar como acontecem os diversos e não menos complexos eventos nos bastidores da internet. Por exemplo, se um
médico precisa acessar o Medline (Capítulo 8) para fazer uma pesquisa
bibliográfica, ele digitará em seu computador o endereço do site que hospeda o
serviço, por exemplo www.nlm.nih.gov. O browser instalado no computador, quer
seja o Internet Explorer, Netscape ou outro qualquer, desempenha o papel de cliente,
que fará a solicitação de uma cópia da página hospedada no endereço
www.nlm.nih.gov, portanto, ao navegar pela Internet, o usuário tem a falsa
impressão de movimento e dinamismo. O usuário não foi até o computador que
hospeda a página, mas uma cópia da página que o usuário deseja foi enviada pelo
servidor, após solicitação do cliente.
A figura 3.2
apresenta esquematicamente a maneira como a internet funciona. Existem milhares
de servidores conectados à internet e que podem ser acessados pelos clientes.
Na figura, os clientes são exemplificados como uma pequena casa, localizada em
uma rua de uma grande cidade. Quando o usuário digita o endereço de um site ou
página na internet, www.nlm.nih.gov por exemplo, seu browser, ou seja, o
cliente, envia um pedido para a internet, que ao chegar no servidor específico,
no caso a fábrica, é prontamente respondido. Os pedidos ou endereços digitados
pelo usuário no seu browser recebem o nome de URL (Uniform Resource Locator), e a resposta chega ao cliente na forma de um
pacote contendo a página desenvolvida em HTML.

A relação entre
clientes e servidores aparenta ser simples. E realmente é. Entretanto, existe
um interessante e preciso sistema de números e protocolos nos bastidores, que
respondem por toda a organização desse enorme emaranhado de redes que a
internet se tornou.
O protocolo TCP/IP foi desenvolvido por um grupo de pesquisadores na
ARPANET, e rapidamente tornou-se padrão para outras redes, inclusive a internet
dos dias de hoje. Um protocolo é um conjunto de regras e padrões que descrevem
modos de operação para que dois ou mais computadores possam trocar dados entre
si. O TCP/IP é mais do que um
protocolo, é na verdade um conjunto de protocolos que permite que diferentes
computadores, utilizando plataformas e sistemas operacionais diferentes,
comuniquem-se entre si através de uma linguagem comum. Com o TCP/IP, mensagens
e solicitações de clientes são partidas e divididas em pacotes de diferentes
tamanhos que recebem um nome ou título, indicando de que mensagem ou
solicitação faz parte, de onde vieram e para onde devem ir. No momento que os
pacotes chegam ao seu destino, softwares de TCP/IP reúnem os pacotes, colocam
estes em ordem e extraem sua mensagem ou solicitação. Na ausência de algum
pacote, uma mensagem e enviada ao cliente, solicitando o pacote que falta. Este
é um sistema bastante eficiente para transmitir mensagens e solicitações,
entretanto, para a transmissão de arquivos de som e vídeo não funciona tão bem,
pois não existe certeza quanto à chegada dos pacotes em sua ordem correta
inicial, pois diferentes caminhos pela internet podem ser tomados para chegar
ao mesmo destino.
O IP, ou número IP, é a porção responsável do protocolo pelo
endereçamento dos pacotes. O IP faz com que os pacotes encontrem seu caminho
entre o cliente e o servidor. Neste
caminho, computadores especiais chamados de roteadores examinam os pacotes e os
repassam para o próximo roteador até chegarem ao seu destino. Cada
computador/servidor na Internet tem um endereço único que consta de um número
de 32 bits, mais comumente representado como quatro números, ou “dotted quad”, unidos por um ponto. São os
roteadores que decodificam o nome genérico do site, para seu endereço IP, pois
é muito mais simples lembrar de endereços escritos, como www.nlm.nih.gov, do
que de números tão longos.
A ARPANET originalmente tinha apenas 256 sistemas ligados por sua forma
de endereçamento. No começo dos anos 80, ficou claro que a internet cresceria
rapidamente e não poderia continuar com um limite tão pequeno de endereços.
Nascia então o novo modelo de endereçamento de 32 bits, liberando milhares de
números para novos endereços. Entretanto, mesmo com o sistema de 32 bits o
problema não foi totalmente sanado. Caso a internet mantenha seu ritmo de
crescimento, em menos de 10 anos os endereços se esgotarão.
Domínios
Domínio é o nome que é
dado a um site ou página na internet. Em geral os nomes de domínios tentam
indicar com clareza e simplicidade uma organização que tem um site na internet.
Por exemplo, o domínio da Universidade Federal de Minas Gerais na internet é
ufmg.br, da mesma forma, o nome de empresas famosas como a Microsoft ou mesmo a
General Motors seguem o mesmo estilo, sendo www.apple.com e www.gm.com respectivamente. Enquanto que
tais nomes óbvios são geralmente comuns, há ocasionais exceções que são
ambíguas o suficiente para confundir - como vt.edu, que poderia ser algum tipo
de instituição educacional de Vermont, mas na verdade é o nome de domínio para
Virginia Tech. Na maioria dos casos é relativamente fácil captar o significado
de um nome de domínio e muitas vezes não é preciso recorrer às ferramentas de
busca na internet para encontrar a página desejada. Basta experimentar o
endereço que pareceria mais óbvio. Muitas vezes é este o endereço procurado.
Um domínio é portanto uma localidade na internet. Todos os sites na
internet e todos os emails que trafegam na internet apresentam um domínio
específico, representado da seguinte forma:
nome de um
computador:algumlugar.domínio.domíniodealtonível
endereço
e-mail: usuário@algumlugar.domínio.domíniodealtonível
A porção “usuário” é geralmente o nome da conta ou identificação do
usuário no sistema. A porção “algumlugar” diz respeito ao nome da organização.
A porção “domínio”, também conhecida como domínio de primeiro nível (Figuras
3.3, 3.4 e 3.5), diz respeito à qualidade desta organização, por exemplo,
“.com” para uma organização comercial ou “.gov” para uma organização
governamental. O domínio de alto nível é utilizado para indicar o país de
origem do site e conseqüentemente da organização por trás deste. Entretanto,
não é incomum que empresas localizadas no Brasil, por exemplo, tenham sites sem
a terminação “.br”. Alguns domínios de
alto nível são:
au Austrália
br Brasil
ca Canadá
fr França
uk Reino Unido
ar Argentina
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Domínios para
Instituições |
|
|
AM.BR |
Empresas
de radiodifusão sonora |
|
ART.BR |
Artes:
música, pintura, folclore |
|
BR |
Entidades
de pesquisa e/ou ensino superior |
|
COM.BR |
Comércio
em geral |
|
ESP.BR |
Esporte
em geral |
|
FM.BR |
Empresas
de radiodifusão sonora |
|
G12.BR |
Entidades
de ensino de primeiro e segundo grau |
|
GOV.BR |
Entidades
do governo federal |
|
IND.BR |
Industrias |
|
INF.BR |
Meios
de informação (rádios, jornais, bibliotecas, etc..) |
|
MIL.BR |
Forças
Armadas Brasileiras |
|
NET.BR |
Exclusivamente
para provedores de meios físicos de comunicação, habilitados legalmente para
a prestação de serviços públicos de telecomunicações |
|
ORG.BR |
Entidades
não governamentais sem fins lucrativos |
|
PSI.BR |
Provedores
de serviço Internet |
|
REC.BR |
Atividades
de entretenimento, diversão, jogos, etc... |
|
TMP.BR |
Eventos
temporários, como feiras e exposições |
|
TUR.BR |
Entidades
da área de turismo |
|
TV.BR |
Empresas
de radiodifusão de sons e imagens |
|
ETC.BR |
Entidades que não se enquadram nas outras
categorias |
Figura 3.3: Domínios para instituições,
somente para pessoas jurídicas
|
Domínios para
Profissionais Liberais |
|
|
ADM.BR |
Administradores |
|
ADV.BR |
Advogados |
|
ARQ.BR |
Arquitetos |
|
BIO.BR |
Biólogos |
|
CNG.BR |
Cenógrafos |
|
CNT.BR |
Contadores |
|
ECN.BR |
Economistas |
|
ENG.BR |
Engenheiros |
|
ETI.BR |
Especialista
em Tecnologia da Informação |
|
FOT.BR |
Fotógrafos |
|
FST.BR |
Fisioterapeutas |
|
JOR.BR |
Jornalistas |
|
LEL.BR |
Leiloeiros |
|
MED.BR |
Médicos |
|
NTR.BR |
Nutricionistas |
|
ODO.BR |
Dentistas |
|
PPG.BR |
Publicitários
e profissionais da área de propaganda e marketing |
|
PRO.BR |
Professores |
|
PSC.BR |
Psicólogos |
|
SLG.BR |
Sociólogos |
|
VET.BR |
Veterinários |
|
ZLG.BR |
Zoólogos |
Figura 3.4: Domínios para profissionais
liberais.
|
Domínios para
Pessoas Físicas |
|
|
NOM.BR |
Pessoas
Físicas |
|
Domínios
Internacionais |
|
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.COM |
Entidades
Comerciais |
|
.NET |
Empresas
de telecomunicações |
|
.ORG |
Entidades não-governamentais, sem fins
lucrativos |
Figura 3.5: Domínios para pessoas
físicas e domínios internacionais
Ainda com relação aos domínios, algo curioso vem acontecendo. Como é de
se imaginar, existe um número limitado de palavras, números ou letras, que
combinados ou não, podem ser utilizados como nomes para domínios. Em virtude
disso, uma verdadeira febre se espalhou, produzindo um fenômeno semelhante ao que ocorre
quando as autoridades anunciam a escassez ou alta exorbitante do preço de algum
alimento de primeira necessidade. As pessoas vão como loucas aos supermercados
e esgotam os estoques. Esse comportamento passou para o mundo dos domínios.
Agora são eles que se esgotam. A febre para registrar novos domínios, ou mesmo
comprá-los vêm produzindo situações inimagináveis.
Assim,
encontrar um domínio que corresponda ao nome de uma empresa ou mesmo ao nome de
uma pessoa tornou-se quase impossível, independente se o domínio é do tipo
“.com”, “.org” ou “.net”. Um estudo realizado pela Names Direct (www.namesdirect.com)
mostra que o desespero para achar um nome fez com que se esgotassem todas as
palavras em inglês. Segundo o estudo, todas as combinações de três letras e
três números se esgotaram em abril de 2000, e sobraram pouquíssimos nomes
comuns.
A chegada
maciça das empresas na internet e a popularização mundial da rede contribuirão
bastante para o estabelecimento deste cenário. Já existem registrados 9.482.427
domínios ".com" e 17.738.857 domínios ".org".
".net" e ".gov" em todo o mundo. Uma verdadeira guerra vem
sendo travada para conseguir domínios. Como num passe de mágica, novas empresas
especializadas no ramo de novas marcas e com soluções para este problema surgem
no mercado. Já existem inclusive empresas que especulam com os nomes e se
denominam bancos de domínios (Figura 3.6) Começa a ser comum tomar café da
manhã lendo sobre o demandante do dia -qualquer famoso ou instituição pública
ou privada- , que reivindica uma pequena fatia da Rede com seu nome.


Provedores
Provedores
são computadores que provêm acesso à internet. É dado o mesmo nome às empresas
que oferecem esse serviço. Os provedores de acesso à internet começaram a
proliferar no início da década de 90, graças ao advento da Web. Mesmo hoje,
ainda existe confusão com relação à terminologia. Confunde-se principalmente
servidores da internet com provedores da internet, que apesar de muitas vezes
desempenharem funções semelhantes, são diferentes. Para esclarecer, contamos com os conceitos descritos acima, neste
capítulo, onde servidores foram apresentados como sendo as máquinas, ou mais
precisamente, os computadores, que armazenam as informações, na forma de sites,
bancos de dados ou imagens, por exemplo. Sendo assim, servidores não provêm
acesso a internet , mas apenas armazenam informações que podem ser acessadas de
qualquer lugar. Para acessar a internet, a maioria dos usuários necessita de um
provedor, que desempenha realmente o papel de prover acesso a grande rede, mas
que também oferece outros serviços, como por exemplo o armazenamento de
informações. Sendo assim, os provedores, além de prover acesso à internet,
desempenham também o papel de servidores, pois hospedam sites e outras
informações. Para fixar esses conceitos, basta lembrar do seguinte exemplo: Um
médico que acessa a internet de sua residência, através de seu provedor, por
exemplo o UOL (Universo on-Line), pode tanto visitar o site do próprio UOL na
internet, hospedado no provedor, como pode também acessar a página de uma
editora, como a Revinter (www.revinter.com.br), que está hospedada em um
servidor, mas que não provê acesso à internet. Dessa forma, todo provedor é
considerado também um servidor, mas nem todo servidor é um provedor de acesso à
internet.
Quando WWW apareceu no Brasil na metade da década de 90, alguns
provedores começaram a oferecer seus serviços. No início eram poucos, mas em
alguns anos se tornaram centenas, oferecendo diferentes pacotes de serviços à
preços variados. É evidente que no começo dessa nova fase da internet no Brasil
os problemas eram imensos. Os usuários esbarravam constantemente em linhas
ocupadas, conexões lentas e serviços de suporte deficientes. Vale lembrar que
os sistemas operacionais dos computadores, principalmente o Windows, ainda não
estavam prontos para a internet, obrigando os usuários a instalar os mais
diversos kits de acesso oferecidos pelos provedores.
Com a concorrência que passou a predominar neste segmento do mercado,
deu-se início há alguns anos o processo de fusão dos provedores. Atualmente,
grandes empresas pertencentes a grupos nacionais e mesmo multinacionais dominam
o mercado. Realmente a qualidade do serviço melhorou muito, ainda mais se
levarmos em consideração que o mundo inteiro está acompanhando a evolução da
internet. Novos provedores já oferecem inclusive acesso à internet via rádio ou
mesmo TV a cabo. Mas os preços dos serviços despencaram principalmente graças
ao advento dos provedores de aceso gratuito.
Os provedores de acesso gratuito partem do princípio que oferecendo o
serviço gratuitamente, da mesma forma que a televisão o faz, conseguirão
fidelizar seus clientes de tal forma, que esses utilizaram seus serviços pagos
de comércio eletrônico. Os grandes provedores de acesso gratuito contam com
investimentos maciços e propostas de marketing mirabolantes que fazem com que
estejamos sendo bombardeados constantemente com suas marcas e serviços. Somente
o tempo dirá se o acesso gratuito à internet sobreviverá. Pelo menos, já
conseguiram forçar o preço das mensalidades dos provedores pagos à níveis
muitas vezes abaixo dos padrões internacionais.
No momento de sua criação, a internet oferecia muito poucos recursos. O
tráfego na internet era na sua grande maioria de arquivos que eram transferidos
de um computador para o outro. Não havia qualquer recurso multimídia que
tornasse essa nova tecnologia suficientemente atraente ao público em geral.
Anos após a sua criação é que surgiu o sistema de mensagens eletrônicas – email
– tão popular atualmente. Navegar pela internet como fazemos hoje era algo que
ainda não existia.
Com o passar dos anos, novos serviços
passaram a ser incorporados à internet, tornando-a cada vez mais atrativa.
Alguns desses serviços são listados abaixo, mas a grande maioria já foi
incorporada ao mais popular dos serviços, o WWW. Através de WWW já é possível
utilizar a maioria dos serviços descritos abaixo sem que nos demos conta.
FTP (File Tranfer Protocol)
FTP é o protocolo da Internet que permite a uma pessoa transferir
arquivos entre dois computadores, estando eles conectados à Internet. Vários sistemas na Internet oferecem acesso
a arquivos através de FTP anônimo, isto é, o usuário não precisa ter uma conta
naquele sistema. Desta maneira, toda
informação armazenada naquela máquina está disponível a qualquer um, bastando
para isso transferir o arquivo desejado para o seu computador. Ao acessarmos um
site e optarmos por fazer um download, ou seja, baixar um arquivo ou programa,
o serviço FTP está sendo utilizado. Sem que se perceba, o browser acessa um
serviço de FTP e procede a transferência do arquivo automaticamente.
Existem também programas específicos para a transferência de arquivos na
internet por meio de FTP. O WS-FTP é um exemplo, pois é fácil de usar e é de
grande utilizada aos administradores de
sites, pois permite de manira muito simples a transferência de arquivos de um
computador para o outro.
O ARCHIE é um sistema de procura criado na Universidade de McGill no
Canadá que pesquisa fácil e rapidamente localidades de FTP anônimo, dando ao
usuário acesso a milhares de arquivos armazenados através da Internet. Esta lista de arquivos é atualizada,
constantemente, assegurando, assim, a validade das informações desejadas.
O GOPHER é uma ferramenta de navegação que funciona através de menus,
podendo acessar serviços, diretórios, arquivos e dados nos mais diversos
centros conectados à rede. Seu nome é
um jogo de palavras com a expressão inglesa “go for” (vá para). O GOPHER ainda oferece o serviço VERONICA
(Very Easy Rodent Oriented Netwide Index to Computerised Archives), que
facilita a localização de recursos dentro do GOPHER, exercendo um papel
semelhante ao ARCHIE para o FTP.
TELNET é o protocolo da Internet que estabelece uma conexão entre o
usuário e uma máquina remota. Desta
maneira, uma pessoa pode trabalhar em um computador, mesmo estando a milhares
de quilômetros deste, bastando estar ligado à rede. Esta capacidade faz com que o TELNET seja extensamente utilizado,
principalmente em consultas a bibliotecas ao redor do mundo.
IRC é uma sigla que significa Internet Relay Chat (troca de conversa na
Internet). Funciona como um debate em
tempo real, podendo ter a participação de várias pessoas ao redor do mundo, em
um ou vários canais. Cada vez mais e
mais pessoas vêm utilizando o IRC, seja como um substituto menos oneroso para
ligações telefônicas de longas distâncias ou participando de discussões e
coberturas ao vivo de notícias, eventos esportivos e etc.
Durante muito tempo as conversas em IRC aconteciam em canais específicos
para este serviço. Fazia-se necessário a utilização de determinado software
para podermos entrar em um bate-papo. Atualmente, com a possibilidade de
conversação por meio de WWW, o IRC vêm perdendo seu glamour e prestígio.
Através das salas de bate papo, existentes na maioria dos grandes portais (UOL,
Terra, AOL, etc.) a conversação pela internet se tornou quase intuitiva. No
ambiente WWW os comandos se tornam extremamente fáceis se comparados aos dos
softwares específicos, e outra grande vantagem é que em WWW não precisamos
instalar qualquer programa para IRC; o próprio browser consegue administrar o
chat.
USENET funciona como um forum virtual, onde as pessoas trocam dados de
interesse mútuo. Na USENET circulam vários newsgroups, grupos de discussão
focados em um determinado assunto. O debate dentro de cada newsgroup é feito
através de correio eletrônico, onde um artigo postado pode ser lido por
qualquer pessoa, tal qual um quadro de avisos.
Há uma enorme variedade de newsgroups, havendo, inclusive, a possibilidade
de criação de novos grupos, sendo estes divididos em várias categorias (ou
hierarquias) como: “sci” - para pesquisa ou aplicação de ciências
estabelecidas; “soc” - para assuntos sociais relacionados às diferentes
culturas; “rec” - para hobbies e atividades recreacionais, etc. Alguns newsgroups
podem ainda ser moderados, o que significa que há um moderador no grupo que tem
a função de fazer com que as discussões sejam focadas no assunto predeterminado
pelo grupo.
ICQ ( I seek you )
Eu procuro você. Este é o nome de um dos maiores sucessos da Internet. O
nome se baseia em uma típica brincadeira que os americanos fazem e que só têm
sentido em seu idioma. A explicação: em inglês, a frase “eu procuro você” pode
ser dita com três letras: I, C e Q (lê-se “ai”, “si” e “quiu”) que, quando
juntas, têm o som de “I seek you” - tradução da primeira frase deste parágrafo.
E é exatamente isso que o programa faz: procura os usuários na internet e os
coloca em uma janela na tela do computador, seguida de seu status – “online” ou
“offline”.
O ICQ evoluiu bastante nos últimos anos. Atualmente já se encontra
disponível para download, a versão 2000, com uma série de novos recursos,
dentre eles, a possibilidade de
estabelecer um contato telefônico entre usuários.
O ICQ funciona da seguinte forma: o usuário se cadastra no servidor ICQ
e ganha um número de identificação. Sempre que o seu computador se conecta à
Internet, o programa estabelece uma conexão com o servidor, avisando que o
usuário entrou no ar, ou seja, está conectado à internet. Na janela do icq (Figura
3.7) o nome desse usuário entra na lista dos “Online” e a partir daí tudo, ou
melhor, quase tudo é possível, bastando clicar com o botão da direita do mouse
sobre o usuário online para visualizar todas as opções disponíveis.
Quando da instalação do ICQ pela primeira vez, a janela aparece
obviamente sem nenhum cadastro. A partir desse momento, o usuário deverá
procurar através da ferramenta de busca do sistema os seus contatos. Para isso,
basta digitar por exemplo, o email, nome, apelido ou número (UIN) do usuário a
ser procurado, como apresenta a figura 3.8.
Dentre as várias opções de
relacionamento entre os indivíduos on-line, destaca-se a de envio de mensagens
instantâneas, a troca de arquivos e o chat, semelhante aos oferecidos pelos
grandes portais da internet. Outros serviços como o de envio de URLs, emails ou
mesmo cartões de aniversário compõem a nova versão do programa.
Uma grande vantagem do ICQ é sua leveza. O ICQ usa pouquíssimos recursos
de TCP/IP e não degrada em nenhum “byte” a qualidade da conexão. Toda a
comunicação entre usuários é do tipo ponto-a-ponto e não sobrecarrega a rede.
Desconectado, o programa permanece residente, mas apenas para identificar seu
próximo acesso à rede.
O ICQ também dá suporte para os principais browsers do mercado, como o
Netscape e Internet Explorer. Outros programas como o Netmeeting e ..., também
são compatíveis, o que significa que o usuário pode inicializar e manter
conexões ICQ durante a utilização de qualquer um desses programas. Além disso,
o ICQ trabalha
bem e rápido na hora de inicializar, por exemplo, uma conversa. Para
bater papo pelo teclado, não há mistério: basta um clique com o botão direito
no nome do usuário e escolher a opção chat, e uma simpática janela se abre no
centro do desktop, com os campos para digitação, onde mais de dois usuários
podem participar dos chats ao mesmo tempo.
O ICQ não é só um simples brinquedo - é também uma
identificação. Muitas pessoas já passaram a inscrever em seus cartões de
visita, além do e-mail e da home page, mais um número - o UIN (User
Identification Number), que acelera o processo de rastreamento nos servidores.
Para fazer o download do ICQ, basta acessar a página da Mirabilis em
http://www.mirabilis.com. A versão 2000 beta já se encontra disponível para
download.